domingo, 4 de abril de 2010

O Momento da Traição do Sentido na Sexta-Feira da Paixão

Degustando um filé de peixe no almoço de hoje (Sexta-Feira da Paixão - ou Sexta-Feira Santa?) imaginei aquele peixe vivo e se mexendo.
Mastiguei como se estivesse lutando com o bicho e vencendo suas últimas forças de sobrevivência.

Ao mesmo tempo, eu via o filme nada inédito da Sessão da Tarde estilo Semana Santa e me perguntei se alguma vez em sua atípica vida, Jesus pensou nos animais irracionais, em sua dor, na possibilidade de todos os seres vivos sensíveis terem uma certa irmandade e por isso, deverem algum respeito uns com os outros, assim como São Francisco de Assis pensava.
Vejo São Francisco de Assis como um homem moderno.
Um homem sensato, sensível e um pouco doido.

Mas depois vi São Francisco como um velho de idéias fixas, com poucas chances de ser sociável e legal.
Imaginei Jesus e São Francisco jogando totó, discutindo, cada um com suas convicções sobre o tudo, mesmo com idéias básicas parecidas, correligionários adversários dentro de uma convenção.
Em poucos momentos eles se dariam bem.

O filé de merluza estava ótimo, aquele temperinho pronto que vem junto é melhor que o do miojo :P

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